Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública - Vista aérea da cidade e proposta

Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública

Torres Vedras, Portugal

O projecto para a nova Biblioteca Municipal e Museu do Brinquedo de Torres Vedras partiu do lançamento de um concurso público para o projecto de arquitectura. O terreno para a construção deste edifício público é bastante central na cidade de Torres Vedras, comunicando com a rua Serpa Pinto (uma das principais ruas de comércio da cidade) e o Largo Machado dos Santos, e localizando-se junto à Igreja de Santiago. Entendeu-se pela localização do terreno que este edifício terá uma grande importância para a cidade, bem como que esta nova Biblioteca/ Museu poderá fazer a ligação da cidade medieval, a Norte, com a cidade moderna, a sul e poente, unindo estes dois tecidos e colmatando o atual vazio urbano.

Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública - Vista da fachada principal a Norte
Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública - Vista da fachada lateral

Inspirada pela Planta de Roma, de Giambattista Nolli, de 1748 - em que este representa, notavelmente, todos os edifícios coletivos possíveis de serem usados pelos habitantes da cidade como parte do seu espaço público, a par das suas ruas, praças e espaços exteriores - a ideia de oferecer espaço à cidade e aos seus habitantes tornou-se o conceito central desta proposta.

Deste modo pensou-se a nova Biblioteca e Museu do Brinquedo de Torres Vedras, sobretudo, como parte da cidade. O que se propôs foi a ocupação total do lote, criando através dele uma nova rua para a cidade, coberta, que liga duas ruas existentes. A escala e dimensão do edificado e da nova rua basearam-se no espaço público e no edificado circundante, com o intuito de que esta zona de passagem fosse compreendida como mais uma rua da cidade, que fizesse parte do quotidiano dos seus habitantes. O rasgar deste caminho interior, no novo edifício, daria origem a um novo quarteirão. A ideia era que dentro desta rua, e em seu redor, tudo fosse Biblioteca, Museu, espaço de estar, de ler, de ver, e de aprender.

Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública - Corte perspectivado do edificado e rua interior

Organizando o novo edifício em dois quarteirões, o quarteirão Sul conteria todos os espaços técnicos da biblioteca: gabinetes de trabalho, depósito de documentos, espaços de apoio, etc; e o quarteirão Norte teria o papel de albergar todo o programa funcional destinado ao Museu do Brinquedo: sala de exposições, sala de projeções, depósito e gabinetes de trabalho. Pela rua interior poder-se-ia aceder ao auditório, à cafetaria e a vários espaços de apoio, ao espaço de periódicos da biblioteca, ao balcão central e ao espaço de workshops, pertencente ao museu.

Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública - Planta do piso térreo

A Biblioteca de Adultos localizar-se-ia sobre o quarteirão Sul, e a Biblioteca das Crianças sobre o quarteirão Norte. Os quarteirões Norte e Sul seriam separados pela rua interior, mas unidos ao nível superior por uma ponte.

Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública - Planta do primeiro piso

Para criar iluminação natural em todos os espaços da biblioteca propôs-se que os espaços destinados à leitura fossem encerrados para o exterior, abrindo-se unicamente para a rua interior. A cobertura destes espaços de leitura e da rua seria feita por um único elemento: uma estrutura de lanternins contínuos virados a norte, de modo a obter uma luz natural constante, que cobrisse uniformemente todos os espaços públicos do edifício. Sob os lanternins instalar-se-ia um “tecto falso” composto por painéis de betão leve, pré-moldado, perfurados, com abertura de 75% da sua área de superfície. Este “teto” daria uma superfície homogénea a todos os espaços nobres da Biblioteca. Pontualmente seriam abertas janelas para o exterior, em espaços excecionais.

Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública - Vista da sala de leitura principal
Museu do Brinquedo e Biblioteca Pública - Vista de sala de exposições do Museu do Brinquedo

Mais do que um edifício icónico, a proposta para a Biblioteca e Museu do Brinquedo de Torres Vedras pretendeu demonstrar que a arquitectura serve a ideia de cidade, e que esta cidade não necessita apenas de um edifício especial, mas também, de uma estrutura que ligue as suas ruas e ofereça espaço público de qualidade.

Cliente

Câmara Municipal de Torres Vedras

Estado

Proposta

Data de projecto

2016

Data de construção

-

Área de construção

7.455 m2

Museu Zero Centro de Artes Digitais - Vista da sala de exposições principal

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